Produção de petróleo e gás no RN atinge o pior nível em 40 anos, aponta ANP

  • 19/02/2026
(Foto: Reprodução)
Queda de produção de petróleo no RN A produção de petróleo e gás no Rio Grande do Norte atingiu, em dezembro de 2025, o seu patamar mais baixo nas últimas quatro décadas, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP). De acordo com o levantamento da ANP, a produção diária no RN em dezembro foi de 33 mil barris, a pior desde a década de 1980. Em outubro, a média era de 36 mil barris por dia. 📳 Clique aqui para seguir o canal do g1 RN no WhatsApp Há dez anos, segundo a ANP, a produção era quase o dobro da atual. Para o Sindicato dos Petroleiros (Sindipetro-RN), a queda está diretamente ligada à mudança de perfil na exploração local. Com a saída da Petrobras de campos em terra e águas rasas, empresas privadas de menor porte assumiram as operações. "Essa produção foi tão baixa por que as três grandes produtoras de petróleo no Rio Grande do Norte não estão fazendo os investimentos necessários para aumentar a produção no nosso estado", afirmou Marcos Brasil, presidente do Sindipetro-RN. "Se houver investimento necessário para produzir nesses 33 blocos que estão ofertados pela ANP, a gente pode aumentar essa produção para 70, 80 mil barris por dia. E aí gerar entre 15 e 20 mil empregos". Produção de petróleo no Polo Macau, no Rio Grande do Norte. Cedida/3R Petroleum Uma das principais empresas do setor no estado informou que, em janeiro, produziu cerca de 19 mil barris por dia e que tem investido em tecnologia para reverter o declínio e que tem investido em tecnologia para ampliar a produção. O Rio Grande do Norte possui o que os especialistas chamam de campos maduros - áreas que produzem há décadas e que, para continuar operando, é necessário o uso de tecnologias mais caras e complexas. Impacto na economia O setor de petróleo e gás é a principal base da economia do RN, respondendo por mais de 40% do PIB industrial do estado, segundo a Federação das Indústrias (Fiern). "É bom relembrar que caiu a produção e também caiu o preço internacional de petróleo no final de 2025. E isso impacta diretamente no caixa do governo estadual das prefeituras para produtoras, adjacentes, Mossoró, Macau, Guamaré"", explicou Jean-Paul Prates, chairman do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (Cerne). "E o setor de petróleo também representa mais ou menos a metade do PIB industrial do Rio Grande do Norte. Então perdas acumuladas da ordem de 11,5% em 2025, que é um desempenho ruim para a indústria como um todo, e que basicamente tem a ver com isso". Municípios como Mossoró e Guamaré, onde o setor movimenta o comércio e garante empregos, são os mais impactados. O governo do Estado diz que até 2030 a previsão é de um investimento de R$ 3 bilhões na área. Para especialistas, um investimento maior na área e a descoberta de petróleo em águas ultraprofundas na margem equatorial podem auxiliar numa melhora no desempenho do estado no setor. "O que nós podemos fazer? As empresas continuarem com investimentos em busca de melhorar esse percentual de produção. Para você ter ideia, têm postos que produzem 98% de água. Então sobra aí 2%, e ainda é viável. Diferente do pré-sal, onde tem postos que produzem muito óleo. E ao futuro entre 3 e 5 anos nós temos aí a margem equatorial que já começou a ser explorada. E isso vai trazer mais produção de óleo ao nosso estado, aumento de royaltie", falou Criste Jones, administrador na área do petróleo. Vídeos mais assistidos do g1 RN

FONTE: https://g1.globo.com/rn/rio-grande-do-norte/noticia/2026/02/19/producao-petroleo-gas-rn-pior-nivel-anp.ghtml


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